domingo, 8 de fevereiro de 2015
domingo, 23 de outubro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
RIO SUBTERRÂNEO
Novo rio subterrâneo na Amazônia pode ser o maior do mundo
Por clipping
Indícios da existência de um rio subterrâneo, com a mesma extensão do Rio Amazonas, que estaria a 4 mil metros abaixo da maior bacia hidrográfica do mundo, foram divulgados neste mês em um estudo realizado por pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro.
O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma região que o Rio Amazonas. “Essa linha de água permanece subterrânea desde sua nascente, só que não tão distante da superfície. Tanto que temos relatos de povoados daquele país, instalados na região de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos áridos e por isso fazem escavações para poços ou mesmo plantações”, afirmou o pesquisador do pesquisador indiano Valiya Hamza do Observatório Nacional.
O fluxo da água deste rio segue na vertical, sendo drenado da superfície até dois mil metros de profundidade. Depois, próximo à região do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido oeste para o leste, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó, até adentrar no Oceano.
“A água do Hamza segue até 150 km dentro do Atlântico e diminui os níveis de salinidade do mar. É possível identificar este fenômeno devido aos sedimentos que são encontrados na água, característicos de água doce, além da vida marinha existente, com peixes que não sobreviveriam em ambiente de água salgada”, disse.
Características – A descoberta é fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, coordenado por Hamza. Ela indica que o rio teria 6 mil km de comprimento e entraria no Oceano Atlântico pela mesma foz, que vai do Amapá até o Pará. A descoberta foi feita a partir da análise de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980.
“A temperatura no solo é de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da água, há uma queda de até 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que começamos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterrâneo do mundo”, afirma Hamza.
“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos”, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.
De uma ponta a outra – Apesar de ser um rio subterrâneo, sua vazão (quantidade de água jorrada por segundo) é maior que a do Rio São Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vazão de 3,1 mil m³/s, a do Rio São Francisco é 2,7 mil m³/s. Mas nenhuma das duas se compara a do rio Amazonas, com 133 mil m³/s.
“A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano.
Outro número que chama atenção é a distância entre as margens do Hamza, que alcançam até 400 km de uma borda a outra, uma distância semelhante entre as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
“Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informações sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rondônia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da água”, complementa o pesquisador do Observatório Nacional. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
Esta entrada foi escrita emClipping e tags águas, amazônia
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Indícios da existência de um rio subterrâneo, com a mesma extensão do Rio Amazonas, que estaria a 4 mil metros abaixo da maior bacia hidrográfica do mundo, foram divulgados neste mês em um estudo realizado por pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro.
O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma região que o Rio Amazonas. “Essa linha de água permanece subterrânea desde sua nascente, só que não tão distante da superfície. Tanto que temos relatos de povoados daquele país, instalados na região de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos áridos e por isso fazem escavações para poços ou mesmo plantações”, afirmou o pesquisador do pesquisador indiano Valiya Hamza do Observatório Nacional.
O fluxo da água deste rio segue na vertical, sendo drenado da superfície até dois mil metros de profundidade. Depois, próximo à região do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido oeste para o leste, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó, até adentrar no Oceano.
“A água do Hamza segue até 150 km dentro do Atlântico e diminui os níveis de salinidade do mar. É possível identificar este fenômeno devido aos sedimentos que são encontrados na água, característicos de água doce, além da vida marinha existente, com peixes que não sobreviveriam em ambiente de água salgada”, disse.
Características – A descoberta é fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, coordenado por Hamza. Ela indica que o rio teria 6 mil km de comprimento e entraria no Oceano Atlântico pela mesma foz, que vai do Amapá até o Pará. A descoberta foi feita a partir da análise de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980.
“A temperatura no solo é de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da água, há uma queda de até 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que começamos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterrâneo do mundo”, afirma Hamza.
“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos”, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.
De uma ponta a outra – Apesar de ser um rio subterrâneo, sua vazão (quantidade de água jorrada por segundo) é maior que a do Rio São Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vazão de 3,1 mil m³/s, a do Rio São Francisco é 2,7 mil m³/s. Mas nenhuma das duas se compara a do rio Amazonas, com 133 mil m³/s.
“A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano.
Outro número que chama atenção é a distância entre as margens do Hamza, que alcançam até 400 km de uma borda a outra, uma distância semelhante entre as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
“Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informações sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rondônia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da água”, complementa o pesquisador do Observatório Nacional. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
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domingo, 12 de junho de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
CAMADA DE OZÔNIO
Buraco na camada de ozônio aumenta chuva no hemisfério sul
Por clipping
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida tem um papel importante na mudança climática e no aumento das chuvas no hemisfério sul nos últimos 50 anos, revelaram cientistas.
Os resultados obtidos pela equipe da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade de Columbia (EUA) são os primeiros que vinculam a redução da camada de ozônio sobre a zona polar à mudança climática até a linha do Equador.
Os pesquisadores destacaram que a conclusão serve de alerta aos líderes mundiais quando se analisa o combate ao aquecimento global. É preciso prestar mais atenção ao buraco na camada de ozônio, junto a outros fatores ambientais como o derretimento do gelo ártico e as emissões de gases do efeito estufa.
As substâncias que afetam a camada de ozônio, como os clorofluorocarbonetos (CFC), que eram utilizados até recentemente em geladeiras, aerossóis e extintores, passaram a ser eliminadas progressivamente de acordo com os dispositivos do Protocolo de Montreal.
“É surpreendente que o buraco na camada de ozônio, situado sobre a Antártida, possa gerar um impacto que chegue aos trópicos e ali afete as chuvas”, diz a autora do estudo publicado na revista “Science”, Sarah Kang. “É como um efeito dominó.”
“Esta descoberta poderá revolucionar a estratégia da luta contra o aquecimento global (…) já que o buraco na camada de ozônio é um fator importante no sistema climático do planeta”, estima Lorenzo Polvani, professor de ciências ambientais da Universidade Columbia que coordenou a pesquisa. (Fonte: Folha.com)
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O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida tem um papel importante na mudança climática e no aumento das chuvas no hemisfério sul nos últimos 50 anos, revelaram cientistas.
Os resultados obtidos pela equipe da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade de Columbia (EUA) são os primeiros que vinculam a redução da camada de ozônio sobre a zona polar à mudança climática até a linha do Equador.
Os pesquisadores destacaram que a conclusão serve de alerta aos líderes mundiais quando se analisa o combate ao aquecimento global. É preciso prestar mais atenção ao buraco na camada de ozônio, junto a outros fatores ambientais como o derretimento do gelo ártico e as emissões de gases do efeito estufa.
As substâncias que afetam a camada de ozônio, como os clorofluorocarbonetos (CFC), que eram utilizados até recentemente em geladeiras, aerossóis e extintores, passaram a ser eliminadas progressivamente de acordo com os dispositivos do Protocolo de Montreal.
“É surpreendente que o buraco na camada de ozônio, situado sobre a Antártida, possa gerar um impacto que chegue aos trópicos e ali afete as chuvas”, diz a autora do estudo publicado na revista “Science”, Sarah Kang. “É como um efeito dominó.”
“Esta descoberta poderá revolucionar a estratégia da luta contra o aquecimento global (…) já que o buraco na camada de ozônio é um fator importante no sistema climático do planeta”, estima Lorenzo Polvani, professor de ciências ambientais da Universidade Columbia que coordenou a pesquisa. (Fonte: Folha.com)
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sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Google lança livraria digital com mais de 3 milhões de títulos
Livraria digital Google eBooks já está no ar.
O Google lançou nesta segunda-feira (6) o “Google eBooks”, a maior livraria digital da internet, segundo a empresa, com mais de três milhões de títulos disponíveis.
Com o novo serviço, a companhia espera competir com a Amazon, fabricante do leitor digital Kindle, que domina o mercado de livros eletrônicos, avaliado em US$ 1 bilhão.
Com três meses de atraso, o projeto foi lançado nos Estados Unidos com um nome diferente do que era esperado – "Google Editions".
“Acreditamos que essa será a maior biblioteca de livros eletrônicos do mundo”, disse o porta-voz da empresa Jeannie Hornung. “Incluindo os livros gratuitos, tem mais de três milhões de títulos disponíveis no novo serviço”.
Os usuários poderão comprar os livros pelo site e ler os títulos em vários aparelhos, como tablets, computadores, smartphones e em alguns leitores eletrônicos. Outra vantagem do novo serviço é a possibilidade de armazenar os títulos comprados na conta do Google.
Livraria digital Google eBooks já está no ar.
O Google lançou nesta segunda-feira (6) o “Google eBooks”, a maior livraria digital da internet, segundo a empresa, com mais de três milhões de títulos disponíveis.
Com o novo serviço, a companhia espera competir com a Amazon, fabricante do leitor digital Kindle, que domina o mercado de livros eletrônicos, avaliado em US$ 1 bilhão.
Com três meses de atraso, o projeto foi lançado nos Estados Unidos com um nome diferente do que era esperado – "Google Editions".
“Acreditamos que essa será a maior biblioteca de livros eletrônicos do mundo”, disse o porta-voz da empresa Jeannie Hornung. “Incluindo os livros gratuitos, tem mais de três milhões de títulos disponíveis no novo serviço”.
Os usuários poderão comprar os livros pelo site e ler os títulos em vários aparelhos, como tablets, computadores, smartphones e em alguns leitores eletrônicos. Outra vantagem do novo serviço é a possibilidade de armazenar os títulos comprados na conta do Google.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Bactéria que ‘come’ arsênico altera definição da vida
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Um estranho lago salgado na Califórnia abriga uma bactéria igualmente estranha, que sobrevive à base de arsênico e que redefine a vida tal qual a conhecemos, disseram pesquisadores na quinta-feira (2).
A bactéria não só ‘come’ arsênico como também incorpora esse elemento tóxico diretamente ao seu DNA, segundo os pesquisadores.
A descoberta mostra como os cientistas sabem pouco a respeito das formas de vida na Terra, e pode ampliar enormemente o campo de busca por seres em outros planetas ou luas, disse a equipe financiada pela Nasa.
‘A vida tal qual a conhecemos exige elementos químicos particulares e exclui outros’, disse Ariel Anbar, da Universidade Estadual do Arizona, em nota. ‘Mas essas são as únicas opções? Quão diferente a vida pode ser?’
O estudo, publicado na revista Science, demonstra que um dos mais notórios venenos da Terra pode também ser a matéria-prima para a vida de algumas criaturas.
Anbar, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, e seus colegas encontraram essa cepa especial da bactéria ‘Halomonadaceae’ no lago Mono, na Califórnia, que foi formado numa região vulcânica, com minerais muito densos, inclusive o arsênico.
O lago está repleto de vida, mas não de peixes. Ele também contém as bactérias.
‘A vida é principalmente composta dos elementos carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo’, escreveram os pesquisadores na Science.
Esses seis elementos compõem os ácidos nucleicos – o A, C, T e G do DNA – e também as proteínas e lipídios. Mas teoricamente não há razão pela qual outros elementos não poderiam ser usados. Só que a ciência nunca havia encontrado nenhum ser vivo que os usasse.
Nessa pesquisa, os pesquisadores cultivaram micróbios do lago em uma solução de água com arsênico, contendo apenas uma pequena quantidade de fósforo.
A cepa GFAJ-1 da bactéria ‘Halomonadaceae’ cresceu quando havia só arsênico e só fósforo, mas não sem ambos os elementos. ‘Este organismo tem uma dupla capacidade’, disse em nota Paul Davies, da Nasa e da Universidade Estadual do Arizona. ‘Ele pode crescer com fósforo ou com arsênico. Isso o torna muito peculiar, embora fique aquém de ser alguma forma realmente ‘alienígena’ de vida, pertencente a um tronco diferente da vida, com uma origem em separado.’
Mas a descoberta sugere que os astrobiólogos – cientistas que procuram vida extraterrestre – não precisam restringir sua busca aos planetas que contém os mesmos elementos que a Terra.
‘Nossas descobertas são um lembrete de que a vida tal qual a conhecemos pode ser muito mais flexível do que geralmente supomos ou podemos imaginar’, disse Wolfe-Simon.
‘Se algo aqui na Terra pode fazer uma coisa tão inesperada, o que mais a vida pode fazer que ainda não vimos? Agora é a hora de descobrir.’
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Por clipping
Um estranho lago salgado na Califórnia abriga uma bactéria igualmente estranha, que sobrevive à base de arsênico e que redefine a vida tal qual a conhecemos, disseram pesquisadores na quinta-feira (2).
A bactéria não só ‘come’ arsênico como também incorpora esse elemento tóxico diretamente ao seu DNA, segundo os pesquisadores.
A descoberta mostra como os cientistas sabem pouco a respeito das formas de vida na Terra, e pode ampliar enormemente o campo de busca por seres em outros planetas ou luas, disse a equipe financiada pela Nasa.
‘A vida tal qual a conhecemos exige elementos químicos particulares e exclui outros’, disse Ariel Anbar, da Universidade Estadual do Arizona, em nota. ‘Mas essas são as únicas opções? Quão diferente a vida pode ser?’
O estudo, publicado na revista Science, demonstra que um dos mais notórios venenos da Terra pode também ser a matéria-prima para a vida de algumas criaturas.
Anbar, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, e seus colegas encontraram essa cepa especial da bactéria ‘Halomonadaceae’ no lago Mono, na Califórnia, que foi formado numa região vulcânica, com minerais muito densos, inclusive o arsênico.
O lago está repleto de vida, mas não de peixes. Ele também contém as bactérias.
‘A vida é principalmente composta dos elementos carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo’, escreveram os pesquisadores na Science.
Esses seis elementos compõem os ácidos nucleicos – o A, C, T e G do DNA – e também as proteínas e lipídios. Mas teoricamente não há razão pela qual outros elementos não poderiam ser usados. Só que a ciência nunca havia encontrado nenhum ser vivo que os usasse.
Nessa pesquisa, os pesquisadores cultivaram micróbios do lago em uma solução de água com arsênico, contendo apenas uma pequena quantidade de fósforo.
A cepa GFAJ-1 da bactéria ‘Halomonadaceae’ cresceu quando havia só arsênico e só fósforo, mas não sem ambos os elementos. ‘Este organismo tem uma dupla capacidade’, disse em nota Paul Davies, da Nasa e da Universidade Estadual do Arizona. ‘Ele pode crescer com fósforo ou com arsênico. Isso o torna muito peculiar, embora fique aquém de ser alguma forma realmente ‘alienígena’ de vida, pertencente a um tronco diferente da vida, com uma origem em separado.’
Mas a descoberta sugere que os astrobiólogos – cientistas que procuram vida extraterrestre – não precisam restringir sua busca aos planetas que contém os mesmos elementos que a Terra.
‘Nossas descobertas são um lembrete de que a vida tal qual a conhecemos pode ser muito mais flexível do que geralmente supomos ou podemos imaginar’, disse Wolfe-Simon.
‘Se algo aqui na Terra pode fazer uma coisa tão inesperada, o que mais a vida pode fazer que ainda não vimos? Agora é a hora de descobrir.’
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
EXCLUSIVO: Programa que transforma água salgada em água doce será lançado terça-feira, 30, na Bahia
Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
Será lançado amanhã, 30, a primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce, PAD, na comunidade de Minuim, no município de Santa Brígida, na Bahia.
O sistema de produção integrado permite a obtenção de água para consumo humano, além da utilização do concentrado para a produção de peixes e irrigação de plantas. Esse concentrado consiste na sobra, após a dessalinização.
“O programa estabelece uma política de acesso à água de boa qualidade, que suprirá aos moradores água potável, geração de renda e melhoria na qualidade alimentar”, explicou a bióloga da Coordenação de Planejamento de Recursos Hídricos do Ingá, Maria do Carmo Nunes.
O sistema poderá ser conhecido por interessados, por meio de visitações, exposições, aulas e demonstrações, segundo a bióloga.
O processo acontece inicialmente com a retirada da água do aquífero, por meio de um poço profundo, envio para um dessalinizador e armazenamento em um reservatório para distribuição. Depois, o material que não é aproveitado é utilizado no cultivo da tilápia e o concentrado, resultante do procedimento também é aproveitado para a irrigação da erva-sal, que é utilizada como feno para alimentação de ovelhas e cabras.
“Para que uma localidade possa receber um sistema semelhante, deve ter um poço com vazão mínima de 3 mil litros de água por hora, solo compatível com o sistema de irrigação de erva sal, área pública para implantação do sistema, exploração pecuária e experiência cooperativa da comunidade”, afirmou a pesquisadora.
Os beneficiados pelo programa recebem água potável e ainda podem comercializar os produtos gerados pelo aproveitamento dos rejeitos da dessalinização. O dinheiro da venda é utilizado para manter o próprio sistema.
O Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, é um dos critérios de escolha das comunidades beneficiadas, assim como as indicações pluviométricas e dificuldade no acesso às fontes de abastecimento de água.
*Com informações do Ingá.
Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
Será lançado amanhã, 30, a primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce, PAD, na comunidade de Minuim, no município de Santa Brígida, na Bahia.
O sistema de produção integrado permite a obtenção de água para consumo humano, além da utilização do concentrado para a produção de peixes e irrigação de plantas. Esse concentrado consiste na sobra, após a dessalinização.
“O programa estabelece uma política de acesso à água de boa qualidade, que suprirá aos moradores água potável, geração de renda e melhoria na qualidade alimentar”, explicou a bióloga da Coordenação de Planejamento de Recursos Hídricos do Ingá, Maria do Carmo Nunes.
O sistema poderá ser conhecido por interessados, por meio de visitações, exposições, aulas e demonstrações, segundo a bióloga.
O processo acontece inicialmente com a retirada da água do aquífero, por meio de um poço profundo, envio para um dessalinizador e armazenamento em um reservatório para distribuição. Depois, o material que não é aproveitado é utilizado no cultivo da tilápia e o concentrado, resultante do procedimento também é aproveitado para a irrigação da erva-sal, que é utilizada como feno para alimentação de ovelhas e cabras.
“Para que uma localidade possa receber um sistema semelhante, deve ter um poço com vazão mínima de 3 mil litros de água por hora, solo compatível com o sistema de irrigação de erva sal, área pública para implantação do sistema, exploração pecuária e experiência cooperativa da comunidade”, afirmou a pesquisadora.
Os beneficiados pelo programa recebem água potável e ainda podem comercializar os produtos gerados pelo aproveitamento dos rejeitos da dessalinização. O dinheiro da venda é utilizado para manter o próprio sistema.
O Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, é um dos critérios de escolha das comunidades beneficiadas, assim como as indicações pluviométricas e dificuldade no acesso às fontes de abastecimento de água.
*Com informações do Ingá.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Dez primeiros meses de 2010 são os mais quentes da história, diz NOAA
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O ano de 2010 já está empatado como o mais quente registrado numa série histórica iniciada em 1850, disseram à Reuters três importantes institutos que calculam as temperaturas médias globais. Faltando ainda dois meses de dados para serem coletados, 2010 já está cerca de 0,8 grau Celsius acima da temperatura média pré-industrial, e 0,5 ºC acima da média registrada entre 1961 e 1990.
Mesmo que novembro e dezembro sejam mais frios, 2010 ainda ficará como o terceiro ano mais quente da história, atrás de 1998 e 2005.
“Está muito apertado para dizer (se será ou não o ano mais quente). Com base nestes números, ficará em segundo, mas depende do calor que fizer em novembro e dezembro”, disse Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha. Segundo ele, 1998 é o ano mais quente já registrado.
Já a Nasa considera que o ano mais quente foi 2005 e que as temperaturas na superfície terrestre até outubro estavam acima da média daquele ano por uma questão de centésimos de grau Celsius.
“Eu não ficaria surpreso se a maioria ou todos os grupos concluírem que 2010 empatou como o ano mais quente”, disse James Hansen, da Nasa.
O Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA, ligado à agência norte-americana para monitoramento das condições atmosféricas e oceânicas (NOAA, na sigla em inglês) afirmou que os dez primeiros meses de 2010 se equiparam a 1998 como o ano mais quente da história.
Os três institutos usam observações similares, mas de forma ligeiramente diferente. A Nasa, por exemplo, leva mais em conta as estações meteorológicas do Ártico, onde o aquecimento tem sido mais rápido.
Cientistas dizem que a tendência global de aquecimento irá gerar mais secas, inundações, ondas de calor e degelo dos polos.
Céticos argumentam, porém, que o fato de os recordes terem sido registrados em 1998 ou 2005 é um sinal de que a tendência é de estabilidade.
A maioria dos cientistas discorda disso, dizendo que, mesmo que 2010 não seja o ano mais quente, a tendência no longo prazo é de aquecimento – a média de 2000 a 2009 é a mais alta já registrada.
Eles dizem que variações naturais, especialmente o fenômeno El Niño, explicam os recordes anteriores. O ano de 1998 teve um fenômeno El Niño – aquecimento natural nas águas do Pacífico – particularmente intenso.
O resultado dá ainda mais urgência para a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa na semana que vem em Cancún. Governos de todo o mundo discutirão medidas que contribuam com a meta, adotada em 2009, de limitar o aquecimento global a 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. (Fonte: G1)
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O ano de 2010 já está empatado como o mais quente registrado numa série histórica iniciada em 1850, disseram à Reuters três importantes institutos que calculam as temperaturas médias globais. Faltando ainda dois meses de dados para serem coletados, 2010 já está cerca de 0,8 grau Celsius acima da temperatura média pré-industrial, e 0,5 ºC acima da média registrada entre 1961 e 1990.
Mesmo que novembro e dezembro sejam mais frios, 2010 ainda ficará como o terceiro ano mais quente da história, atrás de 1998 e 2005.
“Está muito apertado para dizer (se será ou não o ano mais quente). Com base nestes números, ficará em segundo, mas depende do calor que fizer em novembro e dezembro”, disse Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha. Segundo ele, 1998 é o ano mais quente já registrado.
Já a Nasa considera que o ano mais quente foi 2005 e que as temperaturas na superfície terrestre até outubro estavam acima da média daquele ano por uma questão de centésimos de grau Celsius.
“Eu não ficaria surpreso se a maioria ou todos os grupos concluírem que 2010 empatou como o ano mais quente”, disse James Hansen, da Nasa.
O Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA, ligado à agência norte-americana para monitoramento das condições atmosféricas e oceânicas (NOAA, na sigla em inglês) afirmou que os dez primeiros meses de 2010 se equiparam a 1998 como o ano mais quente da história.
Os três institutos usam observações similares, mas de forma ligeiramente diferente. A Nasa, por exemplo, leva mais em conta as estações meteorológicas do Ártico, onde o aquecimento tem sido mais rápido.
Cientistas dizem que a tendência global de aquecimento irá gerar mais secas, inundações, ondas de calor e degelo dos polos.
Céticos argumentam, porém, que o fato de os recordes terem sido registrados em 1998 ou 2005 é um sinal de que a tendência é de estabilidade.
A maioria dos cientistas discorda disso, dizendo que, mesmo que 2010 não seja o ano mais quente, a tendência no longo prazo é de aquecimento – a média de 2000 a 2009 é a mais alta já registrada.
Eles dizem que variações naturais, especialmente o fenômeno El Niño, explicam os recordes anteriores. O ano de 1998 teve um fenômeno El Niño – aquecimento natural nas águas do Pacífico – particularmente intenso.
O resultado dá ainda mais urgência para a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa na semana que vem em Cancún. Governos de todo o mundo discutirão medidas que contribuam com a meta, adotada em 2009, de limitar o aquecimento global a 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. (Fonte: G1)
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Pequim enfrenta nuvem de poluição
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Uma grossa cortina de fumaça encobriu o centro de Pequim nesta sexta-feira (19), reduzindo a visibilidade para poucas centenas de metros.
Os arranha-céus da capital chinesa praticamente desapareceram, e escolas suspenderam aulas de educação física para evitar problemas respiratórios.
O problema levou especialistas a recomendar que crianças e idosos não saíssem de casa.
Autoridades afirmaram que a má qualidade do ar de Pequim neste outono está ainda pior por causa da queima de carvão mais intensa em vilarejos e fábricas.
Além disso, calcula-se que mais de 1,2 mil novos carros estejam chegando às ruas da capital diariamente.
A intensa poluição de Pequim levou a embaixada americana na capital a descrever a qualidade do ar como ‘louca de tão ruim’, mas depois corrigiu o texto, afirmando estar procurando a linguagem correta para descrever condições acima do limite superior para classificação do índice de poluição atmosférica. (Fonte: G1)
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Uma grossa cortina de fumaça encobriu o centro de Pequim nesta sexta-feira (19), reduzindo a visibilidade para poucas centenas de metros.
Os arranha-céus da capital chinesa praticamente desapareceram, e escolas suspenderam aulas de educação física para evitar problemas respiratórios.
O problema levou especialistas a recomendar que crianças e idosos não saíssem de casa.
Autoridades afirmaram que a má qualidade do ar de Pequim neste outono está ainda pior por causa da queima de carvão mais intensa em vilarejos e fábricas.
Além disso, calcula-se que mais de 1,2 mil novos carros estejam chegando às ruas da capital diariamente.
A intensa poluição de Pequim levou a embaixada americana na capital a descrever a qualidade do ar como ‘louca de tão ruim’, mas depois corrigiu o texto, afirmando estar procurando a linguagem correta para descrever condições acima do limite superior para classificação do índice de poluição atmosférica. (Fonte: G1)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Médicos testam células-tronco para tratar derrame
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Médicos escoceses injetaram células-tronco no cérebro de um paciente como parte do primeiro teste clínico para testar a segurança desse tratamento em pessoas que sofreram derrame.
O pesquisador Keith Muir, do Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de Glasgow, disse que a cirurgia, feita em um homem de 60 anos, foi bem-sucedida. O paciente já deixou o hospital.
De acordo com a universidade, ele será acompanhado por dois anos, assim como as outras 12 pessoas que ainda vão participar do teste.
O procedimento envolve a injeção de células-tronco no cérebro de pacientes para reparar áreas lesadas por um derrame isquêmico – causado pelo bloqueio do fluxo de sangue no cérebro.
Assim, espera-se melhorar funções mentais e físicas.
As células usadas nesse teste são de fetos humanos, o que suscitou críticas à pesquisa. (Fonte: Folha.com)
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Médicos escoceses injetaram células-tronco no cérebro de um paciente como parte do primeiro teste clínico para testar a segurança desse tratamento em pessoas que sofreram derrame.
O pesquisador Keith Muir, do Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de Glasgow, disse que a cirurgia, feita em um homem de 60 anos, foi bem-sucedida. O paciente já deixou o hospital.
De acordo com a universidade, ele será acompanhado por dois anos, assim como as outras 12 pessoas que ainda vão participar do teste.
O procedimento envolve a injeção de células-tronco no cérebro de pacientes para reparar áreas lesadas por um derrame isquêmico – causado pelo bloqueio do fluxo de sangue no cérebro.
Assim, espera-se melhorar funções mentais e físicas.
As células usadas nesse teste são de fetos humanos, o que suscitou críticas à pesquisa. (Fonte: Folha.com)
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